4 de setembro de 2011

Receitas de Tintas Caseiras para Bebê

Tinta de Neve
1 xícara de farinha de trigo
1 xícara de sal
1 xícara de água

Misture tudo, e acrescente gotas de corante alimentício (à venda em qualquer supermercado). Dica : divida a receita em seis potinhos , e use um corante diferente em cada .


Tinta de Chá ou Café
saquinho de chá ou café solúvel
água

Mergulhe um saquinho de chá em 1/4 de xícara de água, ou acrescente café solúvel a essa mesma água. Vá clareando ou escurecendo até obter diversas tonalidades. Utilize essa tinta para pintar sobre papel liso, ou para fazer vários tons.


Tinta de Gelatina
pó para gelatina
água
Junte a água e o pó para gelatina até obter a consistência de uma tinta mais cremosa. Utilize para pintar com os dedos ou com um pincel sobre papel brilhante. É uma tinta ótima para esfregar e se lambuzar.


Tinta de Farinha
farinha de trigo
água
corante alimentício
Misture 1 xícara de farinha e 3 xícaras de água em uma panela. Ferva até que a mistura esteja densa. Acrescente qualquer corante. Essa tinta mantém a textura depois de seca.



Tinta Caseira de Maizena
amido de milho (maizena)
água
Misture 4 colheres de amido de milho, três colheres de água e mexa em uma xícara com água fervendo. Quando a mistura esfriar, acrescente corante para alimentos e coloque na geladeira. A tinta caseira caseira pode ser utilizada em superfícies secas ou úmidas.

31 de agosto de 2011

Funchicorea: Pózinho mágico? Não!

Pózinho mágico? Não!
por Kathy


Qual mãe de bebê novinho nunca ouviu falar de funchicórea? O pó doce é receitado por muitos pediatras e indicado muitas vezes de mãe para mãe como um pozinho “natural e inofensivo” que ajuda as crianças que choram muito a se acalmarem e promete auxiliar no combate às cólicas.
Em geral as mães são orientadas a colocar o pó diretamente na boca da criança com o próprio dedo ou, pior, na chupeta. Também já vi indicações de passar o pó no seio da mãe que amamenta ou ainda oferecer um tipo de “chá” de funchicórea, o tal pó misturado com água quente. Não sei qual jeito é o pior, mas acho que todos!
Funchicórea não é natural nem de longe. Copio aqui a fórmula do medicamento:
Cada medida ( 0,15g ) contém : Extrato mole de chicórea .. 0,01g Ruibarbo em pó … 0,01g Essência de funcho … 0,0035ml Sacarina pura … 0,003g Excipiente q.s.p. .. 0,15g (fonte: http://www.medicinanet.com.br/bula/2658/funchicorea.htm )
A sacarina é um adoçante 100% artificial e que não é legal de ser ingerido nem mesmo por adultos, imaginem por um bebê tão novinho. Os bebês em geral gostam do sabor, é claro, porque é docinho, e muitas vezes até param mesmo de chorar por alguns minutos “distraídos” pelo gosto diferente do medicamento mas definitivamente essa não é a melhor solução para bebês com cólica.
Fujam da funchicórea, alertem as mães que indicam esse remédio para outras mães menos experientes por aí e, principalmente, corram de pediatras que receitam esse tipo de medicação.
Formas legais de lidar com as cólicas e o choro dos bebês:
1 – Amamentando. Amamentando muito, muito e muito. É simples, fácil, rápido, prático e funciona perfeitamente. Chorou? Coloca no peito.
2 – Colo. Não quer mamar? Acalente seu bebê, deixe-o juntinho do seu corpo, colado com você. O papai pode ajudar muito nessa hora (em geral os homens são mais “quentinhos” e os bebês adoram se aconchegar no colo deles.
3 – Sling. Tanto quando está mamando no peito como quando está somente no colinho, o sling é perfeito pra manter o bebê aconchegado deixando mamãe e papai confortáveis. Que tal uma voltinha pelo quarteirão com o bebê slingado? Faz bem pra família toda. É noite? Música suave e uma dancinha na sala.
4 – Banho quentinho ou bolsa de água quente- Na banheira, no balde, no colo dos pais, onde for, um banho sempre ajuda a acalmar. Uma bolsa de água quentinha ou mesmo aquelas compressas quentinhas com ervas aromáticas também podem fazer milagres.
5 – Não ouça os palpites. Amamentar pode até ser cansativo às vezes, mas a fase que eles precisam de muito peito passa rapidinho, não custa nada se esforçar para se dedicar a esse período tão curto. Em tempo: muito peito e muito colo não estragam ninguém. O que estraga são os palpiteiros.
Pra finalizar, vamos jogar no lixo os potinhos do tal pozinho com sacarina? Os bebês agradecem!


24 de agosto de 2011

23 de agosto de 2011

vantagens do aleitamento materno

Se pretendermos que as crianças tenham uma qualidade de vida na intensidade que se pode almejar, devemos conhecer mais sobre as vantagens do aleitamento materno, vantagens estas que continuam beneficiando a criança por um longo período de tempo, ou até mesmo, por toda a sua vida. A OMS (1993) preconiza o aleitamento materno exclusivo (só leite, sem outros líquidos, como água e chás) até o sexto mês e complementada com alimentos sólidos até os 2 anos de vida do bebê ou mais.

A quase totalidade das mulheres brasileiras iniciam a amamentação, mas, por alguma razão, interrompem-na precocemente ou não a fazem exclusivamente até o sexto mês, como recomenda a OMS. No entanto, o esforço realizado pelos órgãos que apóiam e incentivam o aleitamento materno no Brasil tem modificado positivamente essa prática. Dados do Ministério da Saúde (2001) sobre a prevalência de aleitamento materno nas capitais brasileiras e Distrito Federal, exceto Rio de Janeiro, coletados em outubro de 1999, mostram uma duração mediana de aleitamento materno de 10 meses, mas de apenas 23 dias para a amamentação exclusiva.

O objetivo deste artigo é incentivar o aleitamento materno exclusivo até o sexto mês de vida do bebê, listando as vantagens que este produz tanto para o bebê como para a mãe. Busca também orientar quanto aos malefícios do uso de mamadeiras e chupetas para o desenvolvimento orofacial da criança.

VANTAGENS DO ALEITAMENTO MATERNO EXCLUSIVO
SAIBA MAIS Aqui




Eu fiz o parto do meu filho, não o médico

por

Sempre quis entender por que uma mulher prefere passar por uma cirurgia que exige um corte transversal de 10 a 15 centímetros e atravessa sete camadas de tecido do que ajudar seu filho a nascer da forma mais natural. Segundo a Organização Mundial da Saúde, apenas 15% dos partos têm indicação de cesariana. Mas, no Brasil, oito de cada 10 partos na rede privada são cirúrgicos. E, assim, os bebês brasileiros cujas mães têm plano de saúde nascem em horário comercial e o que era natural virou exceção. Por quê? E para o benefício de quem?

Já ouvi dezenas de vezes a justificativa de que a cesariana “é mais prática, cômoda e indolor”. Prática, cômoda e indolor para quem? Talvez seja mais prática, cômoda e indolor para o médico, que não vai ser acordado no meio da noite nem ter de desmarcar compromissos e consultas para acompanhar um processo natural durante horas. Mas, para a mulher, os fatos provam que não. Ainda que o parto natural leve mais tempo, assim que a criança nasce não há mais dor. Já a recuperação da cesariana pode levar semanas e até meses, quando tudo dá certo. Sem contar os riscos inerentes a uma cirurgia de grande porte. Há poucos dias, ao visitar uma amiga que acabou de ter seu segundo filho por cesariana, ela me disse: “A dor que senti ao tentar levantar depois da cesárea foi muito maior do que todas as dores do parto natural do meu primeiro filho. Não entendo como alguém pode achar que isso é melhor”.

Também já perguntei a alguns obstetras por que fazem tantas cesarianas. E a resposta de todos foi: “Porque nenhuma das minhas pacientes quer ter parto natural”. Será? Sempre desconfiei que parte dos médicos não sabe fazer parto natural. E, além de ser mais prático para eles, escolhem a cesariana porque também têm medo. Em uma reportagem sobre mortalidade materna publicada na Época em 2008, o obstetra Nelson Sass, professor da USP, afirmava exatamente isso: “Os estudantes de Medicina das melhores faculdades quase não têm contato com parto natural. É uma deformação das escolas. Como os casos mais complicados são encaminhados aos hospitais universitários e resolvidos com cesáreas, os alunos não treinam o parto natural”.

Este obstetra, que não foi treinado para o mais fácil e mais natural, vai convencer aquela gestante que, no caso dela, uma cesariana é a melhor opção. Quando uma mulher está com um filho na barriga e um médico diz que é necessário cortá-la para que ele saia, dificilmente ela vai desafiar a autoridade do médico e contestá-lo. Se o médico diz que é mais seguro, como ela vai discutir e correr o risco de comprometer a vida do seu filho? Nesses casos, mesmo mães que desejaram e se prepararam para um parto natural recuam diante da autoridade daquele que sabe. Mas, às vezes, aquele que sabe só tem medo. Ou, pior, tem um compromisso social em seguida ou apenas quer ganhar mais.

Quando uma mulher engravida e a barriga começa a crescer, dá medo, às vezes até pânico, saber que aquele bebê que está dentro dela vai ter de sair. E é ela quem vai ajudá-lo nisso. E que esse processo inclui dor. É natural ter medo. Isso não significa que essa mulher não possa lidar com esse medo e com todas as fantasias a respeito desse momento e, mesmo assim, viver o que tem para viver. A maior fantasia – e a que mais atrapalha todas as mulheres – é justamente a ideia de que a maternidade é sagrada e só envolve bons sentimentos. Então, para ser uma boa mãe, supostamente uma mulher teria de achar tudo lindo e elevado.

Poucas crenças são mais perniciosas para as mulheres – e depois para os seus filhos – do que o mito da maternidade feliz. A escritora francesa Colette Audry disse uma frase genial sobre o que é um filho: “Uma nova pessoa que entrou na sua casa sem vir de fora”. Como não ter medo e sentimentos conflitantes a respeito de algo assim? Engravidar e parir dá medo mesmo. E uma mulher não vai amar menos aquele bebê por sentir pavor, raiva e sentimentos supostamente menos nobres – ou supostamente proibidos. Ao contrário. Ela pode ser uma pessoa pior e uma mãe pior se sufocar esses sentimentos em vez de aceitá-los e lidar com eles. O que também implica lidar com o medo da dor do parto e da responsabilidade de ajudar o filho a nascer. É claro que auxilia bastante encontrar um obstetra responsável que converse com ela sobre seus sentimentos – em vez de abrir a agenda para marcar a cesariana.

É por medo de viver e porque ninguém as ajuda a lidar com seus piores pesadelos que muitas mulheres preferem não sentir – literalmente – um dos momentos imperdíveis da vida que é o parto de um filho. Acredito que a saída para esse medo não é ser anestesiada e cortada em data previamente marcada. E, principalmente, sem necessidade. Como me disse uma grávida um dia: “Prefiro a cesariana porque aí não tenho de passar por isso. Eu fico ali, sem sentir nada, e de repente meu filho já está do lado de fora”. Essa mulher nunca soube o que perdeu, porque perdeu.

Hoje há um movimento forte em defesa do parto natural e há crianças nascendo em salas humanizadas de hospitais e mesmo dentro de casa nas grandes cidades, como São Paulo, enquanto lá fora o trânsito para e os carros buzinam. Existem grupos semanais onde as mulheres e também os homens podem falar abertamente sobre todos os medos e trocar experiências sobre parto e amamentação. E poder falar sobre isso e dizer que eventualmente está apavorada faz bem para todo mundo e também para o bebê que vai ter uma mãe que consegue falar de seus sentimentos. E falar do que sentimos e do que não sentimos, por pior que nos pareça sentir o que não queríamos sentir – ou não sentir o que achamos que deveríamos sentir –, nos ajuda a amar melhor.

Algumas ressalvas, porém. A luta pela volta do parto natural é um bom combate. Mas é preciso não cair no outro extremo e virar xiita, já que dogmas não fazem bem à vida. Às vezes percebo com pena esse traço em alguns movimentos que poderiam ser melhores se deixassem a soberba de lado. A cesariana é uma ótima saída nos casos em que é indicada e pode salvar a vida da mãe e do bebê. O problema não é optar por ela quando claramente é a melhor alternativa diante de uma complicação – e sim fazer a cirurgia sem necessidade, um comportamento epidêmico no Brasil.


SAIBA MAIS


ELIANE BRUM
Jornalista, escritora e documentarista. Ganhou mais de 40 prêmios nacionais e internacionais de reportagem. É autora de Coluna Prestes – O Avesso da Lenda (Artes e Ofícios), A Vida Que Ninguém Vê (Arquipélago Editorial, Prêmio Jabuti 2007) e O Olho da Rua (Globo).
E-mail: elianebrum@uol.com.br
Twitter: @brumelianebrum

22 de agosto de 2011

Por que o bebê não quer comer?

Por que seu bebê parece não estar interessado em outras comidas?

 Do livro My child won´t eat!, de Carlos González tradução de Flavia Mandic

De forma geral, bebês que tomam leite artificial tendem a aceitar outros alimentos melhor que os que são amamentados. Provavelmente isso se deve ao fato de o leite humano conter todos os nutrientes e vitaminas que seu bebê precisa, enquanto o leite artificial não. Está surpresa? Volta e meia, os produtores de fórmula bombardeiam-nos com campanhas publicitárias enfatizando algum novo ingrediente que eles acabaram de adicionar ao leite para torná-lo "mais parecido como leite materno". Nos últimos anos, adicionaram taurina, nucleotídeos, ácidos graxos polinsaturados de cadeia longa, selênio... O leite que tomamos quando bebês não continha nada disso. Como eles continuam pesquisando, podemos esperar mais acréscimos nos próximos anos. O leite que você produz todo dia tem todos esses ingredientes que o leite artificial passará a ter em 10, 14 e 500 anos.
Com o que sabemos atualmente, a coisa mais sensata a fazer é começar a oferecer outras comidas com 6 meses. Algumas crianças comerão felizes e provavelmente precisarão dos alimentos. Mas eu disse "oferecer", não "empanturrar". O bebê fica livre para aceitar ou não. Muitos bebês amamentados nem querem provar nada até 8 ou 10 meses, às vezes mais. Eles estão felizes e saudáveis, seu peso e altura são normais, e eles se desenvolvem adequadamente. Eles obtêm tudo o que precisam do leite materno e não precisam de mais nada.
Isso gera grande ansiedade em mães que amamentam estes bebês entre 6 e 12 meses. Esses bebês mal provam a comida (uma mordida de banana aqui, uma migalha de pão ali e um fio de macarrão num dia). A mãe sempre escutará "sua Laura ainda não come? Olha, você precisa ver minha Jessica, ela adora leite com cereal".
Quem ri por último ri melhor. Bebês amamentados podem levar mais tempo para aceitar outras comidas, mas quando eles começam a comer, eles geralmente superam qualquer comercial de alimentos para bebês e passam a atacar o prato da mãe. No início do segundo ano de vida, o bebê amamentado tipicamente aceita uma variedade grande de alimentos, tanto na colher como na própria mão.
Alguns agem ao contrário; eles comem comida de bebê por um tempo e depois mudam de idéia.
O que deve ser feito? NADA. Se você deixa como está, em poucas semanas ou meses o bebê novamente passa a se interessar por outros alimentos. Se você ao invés disso tenta forçá-lo a experimentar outras comidas, ou tenta desmamar para que ele passe a comer, provavelmente levará mais tempo e será muito mais difícil para os dois. (Posso garantir que ele não estará mamando no seu peito quando ele tiver 20 anos!).


19 de agosto de 2011

10 meses!

Manuela amanhã completará 10 meses de vida extra-uterina! Nossa como o tempo passa.
Ela está linda, saudável, mamona.
Completaremos também 10 meses de amamentação, vínculo, chamego, troca, amamentar é tudo de bom e não é apenas nutrir o corpo, é nutrir a alma!
Impossível descrever o quanto aprendi nos últimos 12 meses, na verdade tudo começou quando entrei em contato com o mundo parto! Mas um parto que respeita a gestante, parideira e não somente equipe médica.
Aprendi que o parto é M E U!
A equipe está ali para assistir literalmente, mas a protagonista sou eu! 99% do processo depende de mim e o restante da equipe e pessoas que estão ali para auxiliar.
Nada mais lógico. A sementinha brotou em mim. Eu nutri por 40 semanas. Cuidei. Dediquei. Quem vai parir sou eu. Quem vai tornar-se mãe, sou eu! Eu vou vivenciar todo o processo durante o trabalho de parto. Nada mais natural que eu tome o parto pra mim, como meu, do jeito que me der vontade.
Mas esse aqui não é o relato do meu parto (parto natural hospitalar).
Introduzi o assunto parto porque ele transformou minha visão do mundo, principalmente a de ser mãe, nutriz, parideira, mamífera.
Retorno ao blog tanto tempo depois, para compartilhar o conhecimento sobre maternidade, maternagem.
Não sou e não pretendo ser uma mãe tradicional, há quem me considere radical, cheia de frescuras (porque não dou açúcar, prefiro orgânicos, não a industrializados, não às fórmulas infantis - leite em pó, que de leite não tem nada é um monte de aditivo, porque mantenho a amamentação, tirava leite 2 vezes ao dia para mandar para o berçário e outras decisões polêmicas), mas busco o melhor pra minha filha, de acordo com o MEU ponto de vista, porém, sempre busco um porquê para as coisas, não tomo as decisões aleatoriamente, não são bases científicas, mas são bases maternas, de quem vivencia ou vivenciou os mesmos "problemas" /dificuldades e, que muitas vezes valem mais do que qualquer base científica pra mim.
Bom, a partir de agora, pretendo compartilhar tudo que encontrar de interessante por ai, que tenha a ver com maternidade, amamentação, aleitamento materno, introdução alimentar, parto, meio ambiente, nutrição, uma infinidade de assuntos que tomei gosto a partir da maternidade.
Espero que seja útil a alguém e também servirá como um arquivo de matérias e artigos interessantes.
Para começar, vou indicar o site da Casa Moara, onde eu frequentei durante a gestação e primeiros meses da Manuela, os encontros são ricos e bárbaros, imperdíveis para toda gestante, mamãe e bebê. O simples fato de saber que outras mulheres passam pelo que estamos passando á nos conforta, e ainda podemos contar com a orientação dos profissionais que doam seu tempo.
Fica aqui meu agradecimento a todo da Casa Moara.

Dea da Manu