2 de julho de 2010

Copa do Mundo

Agora que o Brasil está fora da Copa, quem sabe consigo um tempo para escrever aqui, tudo ficará mais calmo, hoje a cidade parece que está mais tranquila e silenciosa, incrívelmente.

Não é só por causa da Copa do Mundo que estou sumida. A cabeça parece tonta só de pensar. É tanta coisa além da rotina de qualquer pessoa. Trabalho. Parto. Família. Obstetra. Pintura. Quarto. Reforma. Berço. Enxoval. Maternidade. Exames. Preparação. $$$$$. Amamentação. Cortina. Fralda. Parto humanizado. Meia de compressão. Alimentação. Vitaminas. Inalação. É agora penso por duas.

E parece que uma coisa depende da outra e nada anda como gostaria....

Com uma coisa andei essa semana. Há alguns dias, ou mais de 1 mês venho lendo sobre parto humanizado e profissionais em São Paulo e essa semana fui à consulta com outro GO mais adepto à essa filosofia.

O Dr. JV é um doce, calmo, tranquilo. Cheguei lá ansiosa, fui atendida depois de quase 3 horas de espera!!! Culpa do computador que não tinha registrado o horário da minha consulta e outra paciente e também porque ele atrasou atendendo uma paciente em trabalho de parto, mas quanto a isso eu estava tranquila, já sabia da possibilidade de acontecer, afinal bebês não marcam hora para nascer! Surpreendentemente fiquei feliz com o atraso, por ser sinal de que ele atende partos normais.

Entrei no consultório eufórica, ansiosa, com "pressa", com um envelope cheio de exames, anotações, dúvidas e sabendo que ainda havia pelo menos 6 pacientes aguardando. Ele tranquilo. Falou para eu me acalmar que ele não tinha pressa, que íamos esclarecer todas as minhas dúvidas.

Saí de lá com um certo alívio. Ele esclareceu minhas dúvidas e acho que encontrei nele as respostas que procurava, especialmente sobre parto normal / humanizado. Falamos finalmente sobre parto, porque meu GO anterior achava cedo falar sobre isso. Falamos sobre analgesia, doula, episiotomia, plano de parto, maternidades abertas ao parto humanizado, preparação para o parto, diabetes, pressão alta e também da minha trombose.

Tenho muita lição de casa. Uma delas diária, o uso da meia de compressão! Que horror! E para vesti-la? Acho que foi um parto (rs), minha mãe é testemunha da dificuldade, aperta tudo, não sobe, sobe demais, torce, aperta, machuca, mas ela será minha companheira inseparável nos próximos meses.

Agora tenho dois GO's e preciso escolher um, se é que já não escolhi né!

1 de julho de 2010

O texto foi publicado no Blog Mamíferas e fala sobre parto, achei interessante.

"Parto é sexo

por: Kalu

O obstetra e pesquisador Michel Odent provou que os hormônios presentes durante o nascimento são os mesmos liberados na hora do orgasmo. Assim como para fazer amor, parir exige um ambiente em que a mulher se sinta segura, não vigiada, seduzida por sons, cheiros e liberdade para adotar a posição que mais lhe satisfizer.

Existe um paralelo direto entre o parto e o sexo. Mas uma recomendação importante: nunca diga isso por aí. Afinal, vivemos em uma sociedade que parir é algo raro, talvez tanto quanto gozar. Fingir pode.

Vivemos em uma sociedade tão doente e sexualizada que as boas práticas sexuais são combatidas. Parto é uma extensão e reflexo da vida sexual de uma mulher, assim como um reflexo de sua cultura. Dar de mamar também. As mulheres preferem fingir orgasmo, sentem mais prazer em caber numa calça do que na hora do sexo. Se não vêem problema em mutilar o corpo para transfigurar-se com uma lipo ou um silicone, aceitar uma cirurgia para extração de um feto é mais rápido, planejado e teoricamente, indolor.

Em nossa sociedade, a medicalização também é algo bem vindo para sanar as dores existenciais. O corpo perde, desde cedo a habilidade de funcionar fisiologicamente e precisa sempre de uma ajuda externa. Me surpreende o número de mulheres com constipação intestinal. Mas em nossa sociedade fragmentada, sexo não tem relação com parto. Doença não tem relação com processos psicológicos. Para tudo, médico e remédio.

As mulheres não se tocam, as mulheres não conhecem seus corpos, as mulheres só conhecem a beleza das capas de revista, dos seios de silicone. Por isso o parto é algo estranho: ver sair o que elas nunca queriam que tivesse entrado por ali. Os seios de fora podem ser mostrados para o mundo, mas nunca sugados pelo filho.

Muita gente fala sobre as facilidades de nossas avós parirem. Acho que para elas também não era tão fácil diante da repressão sexual que viviam. O fato é que não havia escolha. Teria que sair por onde entrou ou lidar com a morte. Do ponto de vista da preservação, o lugar do parto (geralmente em casa), cercadas de outras mulheres, facilitava o clima para entrega do corpo para o nascimento. Talvez naquele momento vivessem a verdadeira experiência sexual de suas vidas.

Dizer que parto é sexo é traçar uma linha direta para algo que ninguém quer olhar. Por ser direto, choca. Por chocar gera revolta. As mulheres que sentem que perderam algo e vão fundo, investigam, redescobrem sua mulher selvagem, fazem as pazes com ela e podem, num novo parto ou na instância sexual de suas vidas, serem mais fêmeas, mais realizadas. As demais continuam nos xingando, dizendo que não são menos mãe, rotulando. É mais fácil apontar a ferida fora do que curar a de dentro. E se incomoda, acredite, há algo dentro de si que merece ser investigado.

Cultivamos ainda a sensação de pecado. Gozar é pecado. Sentir prazer ao parir, é pecado. Ser mãe é quase ganhar uma instância de Santa. Como se pureza e prazer não pudesse andar juntos. Ainda preferem vestir uma camisolinhas com buraco para parirem assim como nossas avós faziam sexo. Afinal, se parto é sexo, muitos partos e não partos se assemelham a um estupro.
Eu tive um orgasmo no momento do nascimento do meu filho. Primeiro eu senti o círculo de fogo, que parece aquela sensação de perder a virgindade: levemente dolorosa mas de um prazer da carne. Aí ele passou e quando seu corpo girava dentro de mim senti-me tocada interiormente de uma maneira tão intensa. Enquanto eu o abraçava com força com minhas intimidades, eu era acariciada interiormente como nenhuma outra vez pude ser. Os hormônios pulsantes, a presença do marido e seu cheiro, a luz baixa, a lua que sorria no céu, a vida que chegava rápida e natural como um orgasmo. Não sabia que poderia sentir aquilo. Afinal eu pensava que parto era uma coisa imaculada como a gestação. E tanto na gestação como no parto eu experimentei uma faceta selvagem, sexual do meu ser, que se despedia, não para sempre, mas naquela intensidade, no orgasmo do parto. Delicioso e intenso.
Não acho que o orgasmo no parto deva ser uma busca. Mas que nunca esqueçamos que o prazer em parir é nosso direito e a medida que permitimos que nossos instintos acordem poderemos vivenciar este prazer em uma instância física também.

Sempre há chance de aprender a gozar. Sempre há a chance de parir. E um não parto pode ser curado em uma amamentação prazerosa. É a força da vida em ação em outra faceta. O importante é não parar na ferida e se calar diante da dificuldade fingindo. Fingir que está tudo bem para agradar ao outro ou uma instancia de si mesmo, é covardia.
O primeiro passo é assumir. E saber que muitas vezes achamos que o dono do nosso prazer, do nosso parto, é o médico ou o parceiro. Aí nasce o erro. Quando assumimos que o parto é nosso, que o corpo é nosso e encontramos nossa maneira de expressão, podemos olhar ao longe a face da liberdade.Muitos não partos, muitos não orgasmos são um caminho tortuoso que encontramos para cuidar de nossa sexualidade.

Por fim, se nossas avós lutaram por uma verdadeira expressão da sexualidade feminina, hoje vejo que estamos desenhando o verdadeiro caminho da feminilidade. Com menos atributos externos que fazem vender coisas e mais fundamentos internos que fazem mudar o mundo."

7 de junho de 2010

Barriguda!

Sumi por alguns dias, mas a barriga não tem culpa disso, a culpa é da bagunça que anda me tirando do sério nos últimos dias e não consigo pensar ou prestar atenção à barriga, o que é quase inevitável à essa altura! rs.

Já que a bagunça não permite, o sono obrigou.

Essa noite, como de rotina, acordei e levantei pra fazer xixi, voltei pra cama e nada do sono vir, os pensamentos vieram, exatamente sobre a barriga e a Manu.

Como disse o Marcos, agora minha barriga parece de grávida e não de gorda. Realmente, algumas semanas atrás parecia mais uma barriga de gordura do que gostosura (a Manuela), mas eu não deixava de pegar fila exclusiva, se tenho direito, vou usar e abusar.

Nada mais gostoso do que chegar no banco ou supermercado cansada, enjoada, filas quilométricas e pegar a fila exclusiva, quando ela está mais rápida né. Pensamento egoísta, sou totalmente contra tirar vantagens, furar fila ou entrar nas filas exclusivas sem estar em condições especiais para elas, mas agora estou nessa condição e aproveito !

(Escrito em meados de junho)

21 de maio de 2010

Um agradecimento especial!

À tia Ale!

Um montão de presentinhos para a Manuela, tudo guardado pela Ale com muito cuidado e carinho.


Só temos a agradecer e prometer cuidar de tudo direitinho.


20 de maio de 2010

Menin....................................... !

E o bebê quis!

Amanheceu chovendo e frio em São Bernardo. Hoje a família toda vai acordar cedo. Saímos, eu, Lu e vovó de casa, encontramos a Si em frente à Uip. O pai foi direto para o laboratório. Um trânsito pior que o de costume. Terrível. São Paulo com chuva é assim mesmo, mas justo hoje (?), sim, para completar a ansiedade.

Chegamos todos juntos e atrasados no laboratório no Paraíso, conseqüência 1 hora de atraso para o exame, afinal nada mais justo que as pessoas que chegaram no horário serem atendidas antes e em seu horário.

Finalmente fui chamada e a caravana levantou e foi autorizada a entrada de todos (tias Lu e Si, vovó Iracema e claro o papai). Imagina a “bagunça” com cinco pessoas ansiosas aguardando a realização do exame.

A Dra Silvia começou o exame e disse que faria as outras verificações, até que o bebe estivesse numa posição que possibilitasse ver o sexo. Tudo tranqüilo coraçãozinho batendo rápido e forte, incrível como cresceu está com 16 centímetros agora e dá para ver com mais perfeição os ossinhos, fêmur, úmero, coluninha e o sexo!

A Si foi a primeira a descobrir! É menina! É menina! Antes mesmo da médica. Todos começaram a comemorar, uma bagunça e “gritos”. A médica ficou um pouco irritada com a comemoração e continuou com o exame, mas foi impossível “calar” a família. Depois ela entendeu a emoção e ficou tudo em paz!

Bem vinda Manuela!

Parabéns papai!

Obrigada família!




(Lu, está contado! rs)

18 de maio de 2010

Menino ou menina II

“Faltam 24 hs!”

A primeira mensagem do dia, como se não bastasse minha própria ansiedade com a contagem regressiva, o papai também se demonstrou ansioso, logo cedo, com o ultrassom de amanhã.

Até sonhar sonhei, algo nada normal pra uma pessoa que raramente lembra dos seus sonhos, mas não esquece os pesadelos.
Sonhei que estávamos todos no laboratório, saí da sala de ultrassom decepcionada, como não conseguimos saber se será menino ou menina, pode?

“Pode”

É a mais pura realidade, se o bebê estiver com soninho, quietinho, na mesma posição, é possível que tenhamos que aguardar mais um mês. Ai ai, seria mais um mês de muita expectativa, ansiedade, curiosidade... e só depende dele (o bebê) rss

A nós, só resta esperar até amanhã ou até o mês que vem...

17 de maio de 2010

Parto nornal, humanizado, natural

"Bom dia.

Acho que ainda não me apresentei à lista.
Sou Andrea, tenho 34 anos, advogada em São Paulo-SP e grávida de 17 semanas do meu primeiro filho/filha.

Conheci o grupo pesquisando sobre gravidez e parto, estava bastante confiante no meu obstetra, quando perguntei-lhe sobre tipos e complicações de parto, ele adiou a conversa para uma próxima consulta...

Sobre a matéria divulgada no uol, concordo com o Dr Ricardo Herbert Jones:
"Na verdade, é muito mais importante humanizar o hospital do que tratar de partos domiciliares, porque a imensa maioria dos nascimentos no Brasil vai acontecer no hospital”.

E ainda acrescento, no meu humilde e restrito conhecimento do assunto, que é necessário humanizar os profissionais da área. Pelo que li até agora sobre as mulheres que tiveram uma desne-cesárea, elas foram induzidas pelo seu médico, que por qualquer motivo que na verdade não justifica uma cesárea, indicaram esse procedimento como necessário para sua saúde e do seu bebe.

Eu ainda não tenho um plano de parto, ainda não consegui definir meu parto natural.
Pelas consultas com meu agradável GO sei que ele indicará uma desne-cesárea diante de qualquer sinal que para ele nos coloque em risco. Sei que questionarei, mas não adiantará ir contra seus princípios. Se não estou satisfeita, tenho a opção de trocar, certo?

Errado. Tenho a opção de trocar por um outro GO que atenda meu plano de saúde. Mas qual médico que atende por plano de saúde aceitaria um parto humanizado? Não tenho notícias de nenhum, pelo menos os contatos que fiz com profissionais humanizados, ninguém soube indicar.

O que resta, seria um parto particular. Mas quem tem capacidade financeira de arcar com as despesas necessárias para um parto particular, seja hospitalar ou domiciliar?

Os raríssimos profissionais que atendem parto humanizado têm seu valor. Tanto valor profissional e moral, como valor financeiro. Não estou criticando-os. Admiro suas postura, garra e luta por mudanças na visão do parto normal em nosso país. Mas eles são acessíveis à uma pequeníssima parcela das gestantes.

Minha crítica é para os profissionais que criaram a cultura da cesárea. Os riscos cesárea x parto normal é divulgado e está à disposição de todos. Sendo os riscos de uma cesárea absurdamente maiores do que do parto normal, tendo nosso organismo (feminino) sido criado por Deus com a possibilidade maravilhosa de gestar, parir e ser mãe, por que quem mais entende, ou deveria entender, indica um procedimento que pode ser prejudicial e comprometer o nascimento do bebe?

Já li depoimentos de mães traumatizadas com suas cesáreas e principalmente revoltadas com a indicação de uma desne-cesárea, tomadas de surpresa num momento de emoção, a hora do parto e depois ao conhecerem o parto humanizado sentirem-se enganadas por seus médicos.

Desculpem o desabafo.
Minha indignação é com as dificuldades e obstáculos que encontramos para termos seguramente nossos filhos de forma natural, como Deus idealizou. "



Não entendeu nada? O texto acima seria uma resposta ou comentário que escrevi para enviar à uma lista/grupo virtual que participo de gestantes, mães e profissionais do parto humanizado e que resolvi não enviar, mas quis publicar aqui.

Essa foi uma das coisas que mais me surpreendeu nesta gestação, até o momento: o dilema parto normal x cesárea. Acredito que quem nunca engravidou, nunca tenha pesquisado e conhecido o assunto mais profundamente, como eu.

Fiquei surpresa e até decepcionada como puderam perceber no meu relato. É isso.

Ah, o link para a matéria citada:

http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultimas-noticias/2010/05/13/parto-humanizado-nao-e-sinonimo-de-dar-a-luz-em-casa-como-fez-gisele-bundchen.jhtm

11 de maio de 2010

Menino ou menina

Diante da probabilidade de não acertar, optamos por não saber o palpite da Dra Sandra durante o Ultrassom do 1º Trimestre, o que realiza o exame chamado de translucencia nucal onde é possível constatar se há alguma alteração cromossômica, má-formação ou alguma síndrome genética. Um resultado normal não descarta, mas reduz as possibilidades do bebe ter alguma síndrome. Nosso bebê está normal! Confesso que o resultado nos conforta um pouco e que ele gera uma grande expectativa, e como nesse período de gestação (13 semanas) ainda não é possível sentir o bebe na barriga, vê-lo bem no US tranqüiliza.

Voltando ao menino ou menina, a intuição da mamãe aqui diz que é um menino, puro achismo, deve ser coisa de grávida. Aliás depois que engravidei, não consegui escolher ou ter preferência entre menino ou menina, quero que meu filho venha com saúde e seja feliz.

Eu sempre achei que preferia menina. Quando a Isabella nasceu então, só tinha olhos para meninas, tudo rosa, cheio de frescurinhas, mimos e detalhes, um doce de criança, delicada, meiga, charmosa. Uma família com 3 irmãs, não tínhamos convivência dentro de casa com meninos.

Foi ficar grávida que tudo que penso para bebe e “escolho” é para menino. Os quartos de menino parecem mais aconchegantes, tranqüilos, lindos. As roupinhas para bebes meninos parecem perfeitas para meu filho.

Conclusão, realmente não tenho preferência. Achava que tinha preferência por menina. Agora me vejo mãe de um garotão, danado como o Du (seu priminho).

Logo depois do ultrassom do 1º trimestre, a pergunta que não quer calar: menino ou menina? “Não acredito que vocês não quiseram saber!”. A família inteira inconformada. Eu estava tranqüila, curtindo o momento da gravidez (os enjôos, sono, chatice) e nada preocupada em saber o sexo do bebe naquele momento.

ESTAVA! Não estou mais, fiquei curiosa. Todo mundo curioso para saber, todo mundo perguntando... fui contagiada.
Também comecei a pensar mais objetivamente no quarto para o bebe, as coisinhas pra ele, vontade de comprar de tudo e até agora só comprei algumas fraldas.

Estou me segurando para as compras porque quero escolher a roupa de menino ou de menina mesmo! Tem muita coisa linda unisex. Mas agora quero saber! Quero comprar rosa ou azul! Com florzinha ou bichos!

O próximo ultrassom será na próxima semana, está próximo e a ansiedade e curiosidade são imensas! Até lá...

10 de maio de 2010

Inspiração

Não podia deixar de dedicar um espaço aos meus adorados, lindos e apaixonantes sobrinhos. Dudu e Isabela.

Com eles conheci um amor diferente. Não entendia o que era o amor incondicional. Com eles entendi e aprendi a enxergar o amor que tenho por minha família.

A diferença com Dud’s e Isabella é que tudo é mais intenso, não tenho explicação, nasceu junto com eles. Mesmo não sendo mãe, nasce um sentimento de proteção, preocupação, dedicação. Não sei se é porque acompanhei os bebes desde a barriga da Si (mamãe), se é por saber que tem nosso sangue, se o convívio e acompanhamento. Mas sei que são sentimentos que não lembro de ter sentido antes.

Uma emoção com cada conquista deles. Desde o nascimento saudável, o primeiro sorriso, palavras, passos, vontade de estar sempre ao lado, fazer suas vontades e brincar e brincar e brincar, incansavelmente. Claro que essa parte antes de engravidar, porque nas 15 primeiras semanas, faltou disposição para brincar com eles.

Por isso o título desse post “inspiração”. Meus sobrinhos são fonte de inspiração para meu desejo de ser mãe. Claro que existem outras fontes de inspiração, que dizem que toda mulher nasce com esse desejo e que outros fatos decisivos influenciaram, mas com eles acho que vi a possibilidade de ser mãe e tive a coragem para trazer a esse mundo um bebe, que devemos criar, educar, nutrir, amar, curtir, mimar, cuidar, proteger e ponderar a intensidade de tudo isso.

Para não roubá-los (*rs) dos pais (Si e Marcelo), melhor criar o nosso (meu e do papai Marcos)!

3 de maio de 2010

... com a natureza

Quanta transformação! Que mágica é essa!?

Infelizmente só me dei conta da maravilha que é a gestação quando comecei a passar por ela. A gente não vê ou percebe nada no comecinho da gravidez. Barriga um pouco mais dura, cólicas “menstruais”, sensações de uma TPM, sim tudo muito semelhante à fase pré-menstrual, o que me deixou confusa.

Mas logo comecei a sentir as mudanças, difíceis de explicar muitas vezes.
Não foram somente alterações físicas ou fisiológicas. Há outras tantas. De humor, do sono, de instinto, de vontades, de recolhimento, “isolamento”, enjoamento.

Às vezes perguntam o que mudou, o que estou sentindo de diferente? Para não começar a “viajar”, geralmente, limito a dizer que continuo enjoada, aliás, enjôo de grávida (pelo menos pra mim) é diferente de qualquer enjôo, mal estar ou sensação sentidos anteriormente, é inexplicável porque não é enjôo, é sensação, é mal estar, é uma digestão lenta, uma falta de apetite, um enjoamento da pessoa! (rs) É fiquei mais enjoada e chata pra tudo. E com mais sono, muito sono.

Nas primeiras semanas a vontade de isolamento era profunda, pode ser por causa do excesso de sono, que segundo leituras que fiz vêm em virtude do aumento dos hormônios e preparação do corpo para a gestação.

É a natureza agindo, preparando o corpo feminino para o desenvolvimento, nutrição, crescimento e tudo mais necessário ao embrião / feto, que durante algumas semanas serão fornecidos pela mãe.

E como cresce esse bebê! Com 8 semanas tinha 170 milímetros, com 14 semanas aproximadamente 6 centímetros! Acompanhar a velocidade do seu desenvolvimento é fantástico, incrível. Um ser tão pititico há alguns dias, a cada dia ganha milhares de células, desenvolve-se perfeitamente.

Só assim para compreender porque a gestação de um ser humano demora 40 semanas. É a perfeição da criação do complexo organismo humano e o melhor, aqui dentro de mim dia após dia.

É uma sensação MARAVILHOSA. Tudo acontece inconscientemente, naturalmente.

Junto com a desconfiança da gravidez, vieram alguns sintomas. A mudança no apetite foi gritante. Considero que já tinha uma alimentação razoável (tirando a sempre vontade louca por guloseimas), pelo menos durante a semana, evitando frituras, incluindo legumes e verduras diversificados nas refeições diárias, preferência por carnes brancas - não resistindo à uma picanha mal passada, mas rejeitando carnes cruas (rs), deixando alguns abusos para os finais de semana, como pizza, massas, comida chinesa, mexicana e outras coisitas mais. Mas passei a ter aversão por alguns alimentos como frituras, comidas condimentadas, massas, feijão, até à pizza até hoje evito comer, mais por difícil digestão, do que aversão! E o leite que já não tomava, passei a recusar também seus derivados. Tentei de tudo no intuito de ingerir cálcio, queijo branco, iogurtes diversos, danoninho, yakult, leite desnatado batido com ovomaltine. Nada, até hoje não consigo comer nada disso com certa freqüência. Mas já estou tomando suplemento vitamínico com cálcio. Até comida bastante temperada com alho estou rejeitando, quem conhece sabe como adoro alho em tudo!!

Só de lembrar para escrever aqui sobre o alho, já dá uma travada, um certo enjôo!
Acreditem, até o chocolate essencial nas minhas TPM’s ficou abandonado, meu Ovo de Páscoa ainda está no armário de casa.

Olhando com outros olhos é tudo estratégia da natureza. Pra mim, nenhum desses alimentos – acho que tirando o alho – são saudáveis e indispensáveis ao nosso organismo, pelo contrário, podem trazer conseqüências desastrosas como colesterol e ganho de peso. Com a dieta do enjôo perdi 2 quilos.

E as mudanças não vêem junto com o diagnóstico da gravidez, elas o antecederam bastante e eu ficava tentando identificar o que tinha comido para estar enjoada e com a digestão lenta ou parada. Com o diagnóstico foi fácil compreender tudo.

A mudança com a alimentação é apenas uma das transformações sentidas além de muitas outras, só um exemplo do que mudou e acredito que com o único objetivo de proporcionar o melhor, o mais saudável para o meu filho. Parece algo como instinto materno antes mesmo do meu bebê nascer!

29 de abril de 2010

Surpreendendo-me...


Este blog deveria ter seu início no dia 9 de março, quando inocentemente fui ao meu GO*, sozinha, com a menstruação atrasada há 1 MÊS, crente que o médico fosse pedir o tradicional exame de sangue para certificar a minha dúvida, se é que havia, havia mais medo do diagnóstico negativo do que positivo... enfim, fui para a “cadeira” ginecológica do consultório, aquela posição maravilhosa, não questionei nada porque a expectativa era imensa. Exame de toque, é pode ser gravidez. Passamos para a ultrassom transvaginal*.

Tenho poucas lembranças dos exames dos meus sobrinhos (lindos, amores da tia), mas aquela imagem na tela da TV é inconfundível, por menos que possamos enxergar um bebê, fiquei mais ansiosa ainda, coração disparado, respiração presa, só observando, quando ouço um tu-tu tu-tu muito rápido!!

Não podia ser meu coração batendo lá embaixo! “Parabéns mamãe”, foi o que o doutor disse, eu com os olhos cheios de lágrima, não querendo parar de ouvir o coraçãozinho do meu bebe batendo em disparada. Um misto de sentimentos e emoções, alegria, felicidade, uma sensação de não conseguir pensar em nada... e esse é só o começo dessa nova fase de mudanças!
Eu nunca tinha parado para pensar no que é uma gestação até me ver gestante. É a maravilhosa e sábia natureza. Nesse momento tornei-me mãe, aliás, antes mesmo da confirmação da gravidez eu já tinha mudado alguns hábitos inconscientemente (e pra melhor). E minha cabeça ficou um turbilhão, cheia de questionamentos.

Salve a Internet! Passei a ficar horas buscando informações sobre gestação em sites, listas e grupos de discussão, conhecendo vários pontos de vista sobre o mesmo assunto, às vezes ficando assustada e preocupada, consolada em muitas outras e a cada dia descobrindo novidades, informações, situações, produtos, inovações, pessoas, profissionais, mães, gestantes, doulas, muita, mas muita coisa em torno do assunto gestação.

Surpreendendo-me a cada dia com as experiências, teorias e filosofias antes desconhecidas.

Surpreendendo-me comigo mesma (por mais estranho que pareça a frase).



*GO: depois de muito ler, procurar e xeretar na Internet sobre gravidez, parto, cesárea, parto normal, humanizado, etc e etc, essa sigla tornou-se muito familiar, assim como muitas outras utilizadas por gestantes, mãe e profissionais “do parto” na rede, e significa ginecologista.

Ultrassom transvaginal: é isso mesmo, o médico introduz o equipamento protegido por uma camisinha pela vagina e observa tudo na tela do equipamento.