3 de maio de 2010

... com a natureza

Quanta transformação! Que mágica é essa!?

Infelizmente só me dei conta da maravilha que é a gestação quando comecei a passar por ela. A gente não vê ou percebe nada no comecinho da gravidez. Barriga um pouco mais dura, cólicas “menstruais”, sensações de uma TPM, sim tudo muito semelhante à fase pré-menstrual, o que me deixou confusa.

Mas logo comecei a sentir as mudanças, difíceis de explicar muitas vezes.
Não foram somente alterações físicas ou fisiológicas. Há outras tantas. De humor, do sono, de instinto, de vontades, de recolhimento, “isolamento”, enjoamento.

Às vezes perguntam o que mudou, o que estou sentindo de diferente? Para não começar a “viajar”, geralmente, limito a dizer que continuo enjoada, aliás, enjôo de grávida (pelo menos pra mim) é diferente de qualquer enjôo, mal estar ou sensação sentidos anteriormente, é inexplicável porque não é enjôo, é sensação, é mal estar, é uma digestão lenta, uma falta de apetite, um enjoamento da pessoa! (rs) É fiquei mais enjoada e chata pra tudo. E com mais sono, muito sono.

Nas primeiras semanas a vontade de isolamento era profunda, pode ser por causa do excesso de sono, que segundo leituras que fiz vêm em virtude do aumento dos hormônios e preparação do corpo para a gestação.

É a natureza agindo, preparando o corpo feminino para o desenvolvimento, nutrição, crescimento e tudo mais necessário ao embrião / feto, que durante algumas semanas serão fornecidos pela mãe.

E como cresce esse bebê! Com 8 semanas tinha 170 milímetros, com 14 semanas aproximadamente 6 centímetros! Acompanhar a velocidade do seu desenvolvimento é fantástico, incrível. Um ser tão pititico há alguns dias, a cada dia ganha milhares de células, desenvolve-se perfeitamente.

Só assim para compreender porque a gestação de um ser humano demora 40 semanas. É a perfeição da criação do complexo organismo humano e o melhor, aqui dentro de mim dia após dia.

É uma sensação MARAVILHOSA. Tudo acontece inconscientemente, naturalmente.

Junto com a desconfiança da gravidez, vieram alguns sintomas. A mudança no apetite foi gritante. Considero que já tinha uma alimentação razoável (tirando a sempre vontade louca por guloseimas), pelo menos durante a semana, evitando frituras, incluindo legumes e verduras diversificados nas refeições diárias, preferência por carnes brancas - não resistindo à uma picanha mal passada, mas rejeitando carnes cruas (rs), deixando alguns abusos para os finais de semana, como pizza, massas, comida chinesa, mexicana e outras coisitas mais. Mas passei a ter aversão por alguns alimentos como frituras, comidas condimentadas, massas, feijão, até à pizza até hoje evito comer, mais por difícil digestão, do que aversão! E o leite que já não tomava, passei a recusar também seus derivados. Tentei de tudo no intuito de ingerir cálcio, queijo branco, iogurtes diversos, danoninho, yakult, leite desnatado batido com ovomaltine. Nada, até hoje não consigo comer nada disso com certa freqüência. Mas já estou tomando suplemento vitamínico com cálcio. Até comida bastante temperada com alho estou rejeitando, quem conhece sabe como adoro alho em tudo!!

Só de lembrar para escrever aqui sobre o alho, já dá uma travada, um certo enjôo!
Acreditem, até o chocolate essencial nas minhas TPM’s ficou abandonado, meu Ovo de Páscoa ainda está no armário de casa.

Olhando com outros olhos é tudo estratégia da natureza. Pra mim, nenhum desses alimentos – acho que tirando o alho – são saudáveis e indispensáveis ao nosso organismo, pelo contrário, podem trazer conseqüências desastrosas como colesterol e ganho de peso. Com a dieta do enjôo perdi 2 quilos.

E as mudanças não vêem junto com o diagnóstico da gravidez, elas o antecederam bastante e eu ficava tentando identificar o que tinha comido para estar enjoada e com a digestão lenta ou parada. Com o diagnóstico foi fácil compreender tudo.

A mudança com a alimentação é apenas uma das transformações sentidas além de muitas outras, só um exemplo do que mudou e acredito que com o único objetivo de proporcionar o melhor, o mais saudável para o meu filho. Parece algo como instinto materno antes mesmo do meu bebê nascer!

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